Presidente Getúlio Vargas escreveu em 1931, analisando o papel preponderante exercido pela imprensa.
"Entendida como deve ser, a profissão de jornalista confina com exercício de um sacerdócio. A crítica dos atos do poder, o exame das leis, a análisedos sucessos da vida cotidiana exigem serenidade e juizo, conhecimento exato da matéria em ajustamento, amor desinteressado da verdade. O jornalismo, nos países como o nosso, onde ainda perdura percentegem dolorosa de analfabetos, não deve converter-se em arma para saciar paixões, mas cumpre que seja sempre uma tribuna de ensinamentos equilibrado e seguro.
Grande mestra dos povos modernos, a imprensa é o manancial em que êles se desalteram, em que vão beber os ensinamentos essenciais ao cultivo da inteligência e do caráter. A palavra do jornal pode ser efêmera, pode luzir, apenas um minuto e desaparecer na voragem dos dias. Mas permanece, indlével, o rastro que deixa no espírito. A imprensa, por bem dos fatos, soube sempre cumprir o seu dever nos passos graves da história"
Getúlio Vargas naquêle ano de 1931, pouco tempo depois de assumir o Govêrno e sob o pêso de tremendas e graves responsabilidades, lançou uma advertência que, lembrada nos dias tumultudos de Agôsto de 54, talvez tivesse mudado o rumo dos acontecimentos.
"A agressão pessoal, a intriga, o boato devem ser repudiados, como elemento dissolventes da ação jornalística, e banida, como estéril, a crítica puramente negativa."
Nos dias atuais, existe ética na imprensa ? Lá, o suicídio. Aqui destroem reputações.
Fred Araujo.